Multiplicando Espécies

Aqui na Fazenda temos algumas formas de multiplicar espécies mais delicadas e com sementes difíceis de se encontrar no mercado brasileiro.

O método mais lindo e mais prazeroso é quando esperamos as espécies se polinizarem e gerarem os seus frutos. Aqui na empresa temos muitos fatores que nos proporcionam essa dádiva da natureza.

Primeiro que nossa produção é orgânica e por natureza isso já atrai muitos  polinizadores, principalmente as abelhinhas. Aqui temos muitas!!! Pássaros, grilos, joaninhas, borboletas, o vento…… Numa produção convencional esse processo de polinização praticamente não acontece, pois os pesticidas e químicos acabam espantando esses bichinhos que são fundamentais no ecossistema.

Como a natureza vive em harmonia, a chance do ciclo botânico  finalizar é muito grande. Por isso conseguimos colher as sementes (que são os frutos) de flores, ervas e até de alfaces.

E essas sementes são ainda mais propensas à germinação, uma vez que foram geradas de plantas que “deram certo” no bioma local e a chance de vingarem é muito maior.

Outra forma de multiplicar é a estarquia, que é quando colhemos um ramo ou folha da planta para enraizarmos na água e depois passarmos para a terra já com a raiz formada.

E tem também um outro  processo que é a Alporquia, um pouco menos utilizado aqui mas necessário algumas vezes.

FLORES COMESTÍVEIS E COMPOSTOS ANTIOXIDANTES

É nas pétalas das flores que se encontram os compostos antioxidantes, os minerais e as vitaminas. A cor, manifestada por estes órgãos, justamente se sobressai devido a presence desses micronutrientes.

Quanto maior o teor de compostos fenólicos presentes nas flores comestíveis maior a atividade antioxidante delas. Elas possuem diversos compostos fenólicos (ácido gálico, kaempferol, quercetina, apigenina, ácidos clorogénicos, etc.). Os teores destes compostos variam ao longo da maturação da flor e também ao longo do armazenamento, após a colheita, pelo que também a atividade antioxidante sofre variações.

A cor das flores reflecte, no essencial, os teores e tipos de carotenóides e antocianinas presentes. Os teores destas últimas estão associados aos níveis de flavonóides totais, logo à atividade antioxidante.
E os benefícios? São vários!

Os compostos antioxidantes previnem o envelhecimento precoce por dentro e por fora, desde rugas até doenças cronico degenerativas como mal de Alzheimer, cancer, Parkinson.

A presença de carotenóides está ligada a uma redução do risco de cataratas e degeneração macular, entre outros efeitos benéficos para a saúde.

Os efeitos anti-inflamatório, antimicrobiano e antiviral são outros atributos conhecidos das flores comestíveis, estando relacionados com a presença de flavonóides, mas também de compostos responsáveis pelo seu aroma. Estes últimos incluem diversos terpenos, também presentes nos óleos essenciais extraídos dessas flores. As medicinas alternativas ou complementares usam, desde longa data, óleos extraídos de flores como agentes terapêuticos.

Elas podem ser usadas em saladas, sopas, pratos convencionais e até em chás sem perder sua capacidade antioxidante.

Devido às suas propriedades nutricionais e quimioprotetoras, as flores comestíveis podem ser classificadas como nutracêuticos e utilizadas frequentemente na alimentação humana.

 

logo nutri

 

Produção sustentável- muito além do não uso de Pesticidas

A Fazenda Maria há 4 anos se transformou em produção de manejo orgânico. Quando entramos nesse universo da sustentabilidade não podíamos imaginar o quão abrangente seria trabalhar com o reaproveitamento da água da chuva, o esterco da vaca, da galinha, o não uso de agrotóxicos, o cuidado em não usar o mata mato e “n” outras atitudes e práticas . Atitudes e práticas que na verdade querem dizer: preservar o ecossistema, a fauna , a flora.

Cultivar microorganismos vivos e querer que eles façam parte da nossa terra. É querer ver as abelhas polinizando, borboletas voando, joaninhas se saboreando. Culturas diversas, dizendo não à monocultura, fazendo rodízio das olerículas, montando a compostagem com os subsídios da própria propriedade.

E aí você se vê no meio de girassóis, que além de servir como barreiras naturais contra pragas e quebra-vento, embelezam toda a propriedade, junto às árvores frutíferas de pequeno porte e aos lindos e exuberantes eucaliptos que têm a mesma função.

E descobre também que o mato não é mais inimigo, que quando ele aparece é que demos o devido descanso à terra depois de produzir um produto. E uma terra descansada consegue repor seus minerais, suas vitaminas e recuperar aos poucos seus microorganismos vivos. Depois , ainda plantamos o adubo verde para ajudar a controlar o potencial gerador da terra e aí plantamos novamente e o ciclo continua, assim como nas florestas.

E aí você observa e vê cores, olerículas misturadas, diversos tons de verdes, diversas alturas diferentes, passarinhos, grilos, abelhas, minhocas, fungos, bactérias, solo vivo, ativo , macio e percebe que produzir de forma orgânica é ter VIDA, COR, CHEIRO é preservar a NATUREZA, o ciclo natural da TERRA.
Um produto que cresce num solo sadio, cuidado, cresce mais forte, mais resistente às pragas . Por isso o produto orgânico é mais saboroso, porque ele cresce a seu tempo, dentro da sua real biologia, fortalecido e organicamente em sintonia com a natureza.

Abçs

Equipe Fazenda Maria

Quebra-ventos

       Vocês sabem o que são quebra-ventos? É uma técnica utilizada na agricultura e pecuária a fim de proteger um cultivo ou os animais de criação da ação do vento!

       A ação dos ventos afeta a evapotranspiração das plantas, pode quebrar galhos, derrubar flores e frutos. Além de proteger contra os ventos, os quebra-ventos influenciam na temperatura do ar e do solo, na umidade atmosférica, na evaporação da água, na umidade e nas propriedades do solo.

Eles podem ser de variadas extensões e espécies, a depender da cultura que estará sendo protegida. Podem ser árvores, arbustos, capineiras, bananeiras, milho, girassol, napiê e até mesmo cercas. Essas barreiras devem ter pelo menos o dobro da altura da cultura a ser protegida e devem ser plantadas em, no mínimo, fileira dupla a fim de evitar a entrada de jatos de vento.

Um quebra-vento bem planejado traz também benefícios secundários como:

– proteção contra pragas e doenças;

– produção de néctar e pólen para as abelhas;

– embelezamento da propriedade;

– abrigo para a fauna silvestre (no caso de quebra-ventos de árvores).

Os quebra-ventos tem importância fundamental na agricultura orgânica. Iniciamos um projeto de horta há algumas semanas em que plantamos como quebra-vento milho e girassol. Eles devem ser bem cuidados para que acompanhem todo o ciclo de produção, até a colheita dos produtos da horta.  O objetivo não é a colheita de milho e girassol, pois como serão utilizados como barreira eles estarão suscetíveis às pragas e doenças. Se o milho não estiver bom para consumo deixaremos secar e aproveitaremos as sementes para um próximo plantio.

No ano passado no plantio de tomates orgânicos nós utilizamos o milho e o girassol como quebra-ventos. Conseguimos fazer uma boa colheita de milho verde, porém as sementes de girassol foram devoradas pelas espertas maritacas!

Vamos cuidar do nosso quebra-vento com carinho, e se possível, em alguns meses teremos deliciosos milhos e saborosas sementes de girassol!

Barbarah

Produção Consciente

Na Fazenda Maria cuidamos de cada plantinha com muito carinho, respeitando o espaço e o tempo da natureza. Utilizamos a cadeia alimentar e meios não artificiais para eliminarmos pragas e doenças. Os nutrientes fundamentais para o desenvolvimento de uma planta estão todos disponíveis na natureza, basta aprendermos a transformá-los e torná-los disponíveis para elas. Tal sabedoria dispensa a compra de inúmeros insumos disponíveis no mercado.

Por exemplo, em uma infestação por lesmas existem algumas opções de biocontrole. Vou compartilhar com vocês a que demonstra mais resultado aqui para nós.

Divida um chuchu (elas amam esse legume!) em quatro partes e salpique sal em cada uma delas. No final do dia coloque estes pedaços em pontos estratégicos da sua horta, aqueles em que você já viu uma lesma rondando. Uma dica: elas têm preferência pelos pontos mais úmidos e sombreados. No dia seguinte, logo pela manhã, vá correndo conferir. Você encontrará algumas delas sobre o chuchu, algumas vivas outras não. Retire todas elas com o uso de uma luva ou instrumento, coloque em uma lata de alumínio junto com alguns pedacinhos de jornal, coloque fogo e guarde as cinzas! Nunca pise em uma lesma, ao fazer isso você estará liberando muitos dos seus ovos na terra e só auxiliando na sua proliferação.

Faça esse procedimento todos os dias, até que você não encontre mais nenhuma pela manhã. Semanalmente junte água nas cinzas e pulverize na sua horta, o cheiro irá repelir a aproximação de novas lesmas. Repita o ciclo sempre que encontrar uma delas nas suas plantinhas, pois elas se reproduzem rapidamente.

É mais fácil ir na loja e comprar uma isca de metaldeído, o mais comum tratamento antilesmas? Sim, mas você corre o risco de contaminar seus animais de estimação e os alimentos da sua horta, pois o veneno acaba sendo absorvido pela terra e então pelas plantas.

A melhor parte de fazer o uso do biocontrole é que você acaba se aproximando da sua horta. Se você nunca utilizou nenhuma dessas ferramentas faça a experiência e vai perceber como sua relação com suas plantinhas vai mudar; ficamos mais sensíveis aos seus recados: sim, elas nos contam diariamente como estão, basta estarmos atentos!

Barbarah