Quebra-ventos

       Vocês sabem o que são quebra-ventos? É uma técnica utilizada na agricultura e pecuária a fim de proteger um cultivo ou os animais de criação da ação do vento!

       A ação dos ventos afeta a evapotranspiração das plantas, pode quebrar galhos, derrubar flores e frutos. Além de proteger contra os ventos, os quebra-ventos influenciam na temperatura do ar e do solo, na umidade atmosférica, na evaporação da água, na umidade e nas propriedades do solo.

Eles podem ser de variadas extensões e espécies, a depender da cultura que estará sendo protegida. Podem ser árvores, arbustos, capineiras, bananeiras, milho, girassol, napiê e até mesmo cercas. Essas barreiras devem ter pelo menos o dobro da altura da cultura a ser protegida e devem ser plantadas em, no mínimo, fileira dupla a fim de evitar a entrada de jatos de vento.

Um quebra-vento bem planejado traz também benefícios secundários como:

– proteção contra pragas e doenças;

– produção de néctar e pólen para as abelhas;

– embelezamento da propriedade;

– abrigo para a fauna silvestre (no caso de quebra-ventos de árvores).

Os quebra-ventos tem importância fundamental na agricultura orgânica. Iniciamos um projeto de horta há algumas semanas em que plantamos como quebra-vento milho e girassol. Eles devem ser bem cuidados para que acompanhem todo o ciclo de produção, até a colheita dos produtos da horta.  O objetivo não é a colheita de milho e girassol, pois como serão utilizados como barreira eles estarão suscetíveis às pragas e doenças. Se o milho não estiver bom para consumo deixaremos secar e aproveitaremos as sementes para um próximo plantio.

No ano passado no plantio de tomates orgânicos nós utilizamos o milho e o girassol como quebra-ventos. Conseguimos fazer uma boa colheita de milho verde, porém as sementes de girassol foram devoradas pelas espertas maritacas!

Vamos cuidar do nosso quebra-vento com carinho, e se possível, em alguns meses teremos deliciosos milhos e saborosas sementes de girassol!

Barbarah

Olericultura Orgânica- Plantando conhecimento

olericultura

Você sabe o que é? Na verdade é uma nomenclatura para Horta Orgânica. Nada mais é do que o cultivo de legumes, e no nosso caso, tudo de forma orgânica.

A Fazenda Maria disponibiliza seu espaço para cursos do Senar, em prol de uma conscientização de pequenos agricultores na região e de seus próprios colaboradores . Aqui, todos se envolvem no processo, porque para realmente se transformar, fazer a diferença, pensar em sustentabilidade, todos têm que estar à par da teoria e também da prática.

Nesses próximos meses estaremos com o curso de Olericultura orgânica. Como todos perceberam, estamos postando um pouco sobre o processo de produção, cuidado com a terra, a adubação verde.

Nossa intenção é nos ver livre de produtos sintéticos e fertilizantes minerais e líquidos, estruturando o solo de forma adequada para que ele possa realmente nutrir a planta. Uma planta bem nutrida e tratada consegue conviver saudavelmente com as doenças. Caso haja pragas, reutilizaremos caldas de microrganismos para o controle, nada de produto sintético e agrotóxico.

Cuidar da natureza, respeitar a cadeia alimentar, o tempo de crescimento de cada planta. Utilizar sementes não transgênicas, plantar barreiras naturais (plantamos girassol, milho envolta ) para proteger toda a produção de possíveis pragas, produtos não-naturais que possam vir da plantação vizinha, por exemplo.

Isso é um pouco de nosso processo de cultivo. Mostraremos cada vez mais como respeitamos o meio-ambiente, as pessoas que trabalham conosco (sim, a saúde delas também deve ser preservada), nossos clientes, parceiros e fornecedores, os quais são escolhidos a dedo.

Nessa semana falaremos mais sobre as barreiras naturais.

Boa noite.

Deborah

Produção Consciente

Na Fazenda Maria cuidamos de cada plantinha com muito carinho, respeitando o espaço e o tempo da natureza. Utilizamos a cadeia alimentar e meios não artificiais para eliminarmos pragas e doenças. Os nutrientes fundamentais para o desenvolvimento de uma planta estão todos disponíveis na natureza, basta aprendermos a transformá-los e torná-los disponíveis para elas. Tal sabedoria dispensa a compra de inúmeros insumos disponíveis no mercado.

Por exemplo, em uma infestação por lesmas existem algumas opções de biocontrole. Vou compartilhar com vocês a que demonstra mais resultado aqui para nós.

Divida um chuchu (elas amam esse legume!) em quatro partes e salpique sal em cada uma delas. No final do dia coloque estes pedaços em pontos estratégicos da sua horta, aqueles em que você já viu uma lesma rondando. Uma dica: elas têm preferência pelos pontos mais úmidos e sombreados. No dia seguinte, logo pela manhã, vá correndo conferir. Você encontrará algumas delas sobre o chuchu, algumas vivas outras não. Retire todas elas com o uso de uma luva ou instrumento, coloque em uma lata de alumínio junto com alguns pedacinhos de jornal, coloque fogo e guarde as cinzas! Nunca pise em uma lesma, ao fazer isso você estará liberando muitos dos seus ovos na terra e só auxiliando na sua proliferação.

Faça esse procedimento todos os dias, até que você não encontre mais nenhuma pela manhã. Semanalmente junte água nas cinzas e pulverize na sua horta, o cheiro irá repelir a aproximação de novas lesmas. Repita o ciclo sempre que encontrar uma delas nas suas plantinhas, pois elas se reproduzem rapidamente.

É mais fácil ir na loja e comprar uma isca de metaldeído, o mais comum tratamento antilesmas? Sim, mas você corre o risco de contaminar seus animais de estimação e os alimentos da sua horta, pois o veneno acaba sendo absorvido pela terra e então pelas plantas.

A melhor parte de fazer o uso do biocontrole é que você acaba se aproximando da sua horta. Se você nunca utilizou nenhuma dessas ferramentas faça a experiência e vai perceber como sua relação com suas plantinhas vai mudar; ficamos mais sensíveis aos seus recados: sim, elas nos contam diariamente como estão, basta estarmos atentos!

Barbarah